5 campanhas polêmicas de Moda

Sexo vende. Falem bem ou mal, mas falem de mim #polêmica. A Moda não está imune a nenhuma dessas máximas. Por isso, selecionei seis campanhas que foram muito comentadas quando lançadas. Admito que até gosto de algumas, mas evitarei opinar pra não criar mais polêmica, afinal eu não sou Luciana Gimenez e aqui não é o Superpop, hahaha.

Sisley

Essa campanha da Sisley apareceu em 2007. Nela, se vê duas modelos “cheirando” um vestido branco e fazendo clara alusão à cocaína. No segundo cartaz da mesma campanha, as modelos estão bêbadas, com uma taça de vinho virada que é, na verdade, um pedaço de seda vermelha. A campanha, uma clara referência ao movimento heroin chic (falei dele aqui) dos anos 90, foi duramente criticado por fazer apologia às drogas (álcool também é droga, lembram?). Recentemente a Sisley, que é do grupo Benetton, disse não ter ligação nenhuma com as imagens. 

Dolce & Gabbana

Em 2007, para promover a marca, a Dolce & Gabbana retratou uma modelo deitada, com uma expressão meio vazia, sendo segurada por um modelo enquanto outros quatro (tem um bem escondidinho do lado direito) assistem a cena. A imprensa criticou bastante a peça, inclusive a Debonair Magazine disse que a campanha era “uma glorificação ao estupro em gangue”. Stefano Gabbana disse em resposta que não passava de “um sonho erótico, um jogo sexual”. De qualquer modo, a exposição que essa polêmica gerou acabou sendo benéfica para a grife, que ficou em maior evidência no mundo das modas.  

Marc Jacobs

Em 2011 a atriz Dakota Fanning, então com 17 anos, estrelou a campanha do perfume Oh Lola!, do Marc Jacobs. Na época, a ASA (Advertising Standards Authority), que regula as campanhas publicitárias no Reino Unido recebeu várias reclamações. Eles alegaram que, além de ser sexualmente provocativa pela posição do perfume e pelo comprimento do vestido da Dakota, ela ainda parecia ter menos de 16 anos na imagem, fazendo apologia à sexualização infantil. O anúncio foi proibido em vários veículos, saindo de circulação pouco tempo depois.

Benetton

A Benetton, a partir dos anos 80, deixou um pouco de lado seu slogan United Colors Of Benetton e as roupas coloridas para tratar de temas mais impactantes em sua publicidade. Dentre várias campanhas, duas delas foram bastante comentadas. A primeira foi a do ano 2000, fotografada por Oliverio Toscani. Ele retratou condenados à espera da execução no Corredor da Morte americano, nomeando a coleção de We, On Death Row. Muitos americanos e britânicos ficaram chocados. A segunda foi em 2011, intitulada Un-Hate. Dentre as imagens, temos uma em que o Papa Bento XVI e o líder religioso Ahmed El-Tayeb trocam um beijo. Nesse mesmo ano foi questionada a relevância desse tipo de campanha para a moda. Desde então eles voltaram a fazer campanhas convencionais, com modelos felizes usando suas roupas, porém não deixaram seu compromisso em apoiar causa sociais.  

Gucci

A Gucci de hoje em dia não tem muito a ver com a mesma de 10 anos atrás. Em 2003, eles fizeram uma campanha onde uma modelo tem os pelos pubianos depilados no formato de uma letra G. Fotografada por Mario Testino, a campanha foi duramente criticada sob a alegação de degradar a mulher. O diretor da Mediawatch UK (outro órgão que regula campanhas publicitárias no Reino Unido) na época, John Bayer, pediu que a imagem fosse imediatamente banida por ser extremamente provocativa e sexual.

Fotos: Reprodução
Post Author
Ianarã Bernardino
Ataco de Diretor Criativo, Designer & DJ. Também ataco de astrólogo (pros amigos) e de master chef (quando tô de bom humor). :)

Leave A Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *