Sobre pausas e autocuidado

Quem me segue no Instagram vai reconhecer um pouco do texto de hoje. Resolvi trazer as mesmas reflexões de lá porque, como todos sabem, o Instagram é uma rede do tio Zuck e, se der a doida nele, todo mundo perde absolutamente todo o conteúdo que posta lá. Já aqui eu pago pra ter meu espacinho e poder postar o que der na telha… Enfim, foco no texto!

Há uns anos atrás eu era uma daquelas pessoas que se parasse por meia horinha ficava me sentindo inútil. Não me permitia fazer nada que não fosse relacionado ao design, à moda (minhas carreira primária) ou aos meus “empregos alternativos“. Por empregos alternativos entendam que eu já fui bailarino (não tive ganho financeiro nenhum), já fui DJ (mesmo amando, ganhei e me decepcionei na mesma proporção), já fui diretor criativo de agência de modelos (uma das posições que mais amei, mesmo não ganhando um tostão), já fui professor de inglês (carreira breve e traumatizante).

Trabalhos demais e boletos pagos de menos

Depois de tomar a decisão de morar em São Paulo e passar 10 meses desempregado (só aqui em SP, porque em Natal já fazia quase 3 anos sem emprego e com muito trabalho), essa nóia não diminuiu nada, só aumentou drasticamente. Finalmente consegui um trabalho e, apesar de não era o que eu queria, pagava as brusinha da Zara e me mantinha distraído. Como eu nunca fui de entrar em nada pra fazer de qualquer jeito, eu queria excelência e por isso comecei a ter crises de gastrite nervosa e de ansiedade, coisas que nunca tinham acontecido comigo. Afinal não adianta dar o seu melhor e querer o melhor de retorno quando ninguém leva nada a sério, inclusive você, não é mesmo? E nesse processo eu engordei 10kg inclusive.

Esse ano a panqueca virou bonito. Depois de um turbilhão de acontecimentos que envolveram demissão, trabalho novo, mudança de casa, términos desastrosos (esse vocês já sabem), e mais outros bafões, resolvi priorizar minha saúde mental. Baixei de novo meus apps e voltei a meditar, a fazer exercícios e a me alimentar melhor (dentro do possível, claro). Hoje em dia eu consigo sentar meia horinha no meio do dia e apreciar o pôr do sol refletindo no espelho do meu quarto. Consigo ler um livro apenas pelo prazer de ler (obrigado Tag Livros!), e não mais porque vai ajudar na minha performance profissional. Vejo séries no Netflix e vídeos bobos no YouTube sem me sentir culpado por estar perdendo tempo.

Amo a luz do meu quarto ♥

A vida está perfeita? Não, não está, mesmo que pareça no feed das redes sociais. Lembrem-se que sou formado em Design, construção de imagem é praticamente minha profissão. Mas depois que aprendi a aceitar o fluxo da vida e a rir dos meus próprios surtos, a luta contra o stress, a ansiedade e a sensação de inutilidade fica mais fácil. Até aceito que há dias em que nada acontece mesmo, que preciso de pausas, de momentos de distrações fúteis para desopilar (e até encontrar inspiração, vejam só!), de um pouco de autocuidado com a mente e corpo. São esses “recuos” que nos fazem ter gás (e sanidade) para seguir adiante. E o blog deu esse mega recuo nesses últimos tempos junto comigo.

E, pra finalizar sem promessas de retornos triunfais e sem nenhuma pretensão, quero que você me diga aí nos comentários: o que anda fazendo por você hoje?

Se cuida primeiro bb
Post Author
Ianarã Bernardino
Ataco de Diretor Criativo, Designer & DJ. Também ataco de astrólogo (pros amigos) e de master chef (quando tô de bom humor). :)

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